Café catuaí: aprenda tudo sobre essa variedade 100% brasileira

Catuaí

Bebida de origem milenar, o café de cada xícara sempre tem uma história diferente para contar. Isso por que o cafeeiro, uma das plantas mais cultivadas do mundo, apresenta inúmeras espécies diferentes.

Para dar uma ideia dessa variedade, basta dizer que só a espécie Coffea arabica, a mais utilizado nas lavouras de cafés especiais e de qualidade superior, contabiliza mais de 60 espécies.

Aqui, destacamos o catuaí, um café de origem 100% brasileira. Híbrido (ou natural do cruzamento de duas subespécies arábica), este varietal descoberto há pouco tempo logo ganhou o mercado. Hoje, o catuaí – palavra que significa “muito bom” no dialeto tupi-guarani, é líder de produção nas lavouras arábica do Brasil e uma das variedades mais produzidas do planeta.

A seguir, contamos mais sobre a trajetória espetacular do café criado no Brasil; um varietal que vem conquistando o mundo todo e encantando os paladares mais exigentes!

A origem do catuaí

A história do catuaí, considerado o primeiro cultivar arábica produzido pelo homem, começou com o geneticista Alcides de Carvalho. Pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), ele cruzou, em 1949, duas variedades do tipo arábica: mundo novo e caturra.

Catuaí PéMas apenas na segunda metade do século passado, mais precisamente em 1972, após 23 anos de pesquisas e de testes, o catuaí foi lançado oficialmente no mercado. Ali, iniciou uma trajetória ascendente no mundo dos cafés especiais.

Isso por que, na lavoura, o resultado do cruzamento gerou uma planta repleta de qualidades. Como herança genética do mundo novo, o varietal catuaí adquiriu bom vigor e rusticidade; do caturra, herdou o porte mais baixo e a excelente capacidade de produção.

Desde então, o resultado da performance deste varietal cresce e aparece. Prova disso vem do campo: atualmente, o catuaí é cultivado em 45% das lavouras nacionais. E também merece destaque no cenário internacional!

Características e paladar

Desde que foi lançado, o café 100% brasileiro agradou em cheio a produtores por diferenciais importantes; crescimento acelerado, manejo mais prático e alta resistência a pragas como a ferrugem estão entre os principais. O pequeno porte (cerca de dois metros de altura) é outro trunfo, já que facilita a colheita manual dos frutos e proporciona um melhor aproveitamento da área de cultivo.

Na lida, produtores logo perceberam que o catuaí trazia um atrativo a mais: fácil adaptabilidade a regiões produtoras de café de qualidade superior. Ou seja, em terroir acima dos 800m de altitude e clima ameno (entre 18 e 20 graus), chega ao esplendor.

Café

O traço diferencial ocorre por que a altitude acima dos 800m permite que o grão de café absorva com mais intensidade os açúcares naturais do processo de maturação. Assim, a altitude interfere diretamente na fama do grão! A justificativa: plantações situadas acima de mil metros originam as melhores safras. E são, sem dúvida, as preferidas pelos apreciadores de café.

Prova vem do vigor das lavouras do Sul de Minas, onde o cultivo do catuaí experimenta o máximo da qualidade e faz a fama de regiões como Poços de Caldas, entre outras. A  produção de altitude também interfere no sabor da bebida: os grãos provenientes de cultivo em regiões altas têm notas sensoriais mais acentuadas.

Apesar de ser um dos cafés mais jovens do mundo, o catuaí já é reconhecido. Nas cafeterias e no mercado de cafés especiais, o varietal é sucesso absoluto. E isso graças a características como suavidade, acidez média e sabor levemente adocicado.

O nome catuaí, que significa “muito bom” em tupi-guarani, confirma a opinião dos produtores sobre o varietal. A justificativa vem de características como rusticidade, crescimento acelerado, alta produtividade e, claro, o sucesso que o café faz entre os apreciadores da bebida.

Se você gosta de reunir os amigos em torno da degustação de cafés especiais, o catuaí é, sem dúvida, uma excelente experiência de xícara!

Para apreciadores em início de jornada no universo dos cafés especiais, a variedade traz um atrativo a mais: é um dos poucos grãos cuja doçura dispensa a adição de açúcar. Por isso, facilita a degustação que valoriza notas e sabores naturais do grão!

Amarelo ou vermelho?

A subespécie 100% brasileira traz ainda outro dado interessante: apresenta dois grandes grupos de variedades, o catuaí amarelo e catuaí vermelho.

A variedade do café catuaí amarelo foi a primeira a ser desenvolvida durante as pesquisas, realizadas na primeira metade do século XX. Já a variedade do catuaí vermelho originou-se de uma recombinação das cultivares caturra amarelo e mundo novo. O cruzamento artificial privilegiou cafeeiros selecionados em razão da produtividade.

No aspecto, linhagens de catuaí vermelho tendem a apresentar plantas de diâmetro um pouco maiores do que a variedade amarela.

Na lavoura, ambos apresentam ampla capacidade de adaptação, o que é muito apreciado pelos produtores do grão. Também a alta produtividade de ambos leva o varietal a figurar na maioria das regiões cafeeiras do Brasil e até mesmo de outros países, como a Colômbia.

Mas, aqui, o que mais interessa é o sabor, certo?

Na xícara, tanto o fruto amarelo quanto o vermelho têm características em comum: tendem a ser leves e suaves, com acidez média. O sabor é nitidamente adocicado e pouco encorpado. Mas há diferenças, ainda que sutis.

O café catuaí amarelo é um tanto menos encorpado que seu irmão de frutos vermelhos. De acordo com especificidades de linhagem, os cafés catuaí amarelo podem apresentar como diferenciais notas de caramelo e banana, por exemplo. Em síntese, o catuaí amarelo é mais suave, delicado.

Já o vermelho, graças ao processo de manipulação genética no qual foi criado, tem mais corpo e sabor mais acentuado. No paladar, proporciona uma experiência mais marcante, com mais personalidade.

Na dúvida entre qual variedade escolher? Se você é daqueles apreciadores de café que buscam equilíbrio nos sabores e nos aromas, um blend com as duas variedades pode ser uma ótima pedida!

O catuaí e as melhores marcas de café

Neste post, revelamos que o catuaí é um café surpreendente.

Na lavoura, o varietal é excelente opção para o cultivo de altitude. Com características como rusticidade, manejo eficiente e alta produtividade, tornou-se uma espécie  super relevante no mercado cafeeiro nacional. Não por acaso, o híbrido está presente em quase metade das lavouras cafeeiras do país!

Na xícara, o grão é apreciado por aromas e notas delicadas. Leve e suave, cuja personalidade aparece principalmente na acidez equilibrada e na doçura natural. Ótima opção para quem pretende dispensar o açúcar para provar as características naturais do grão.

Por tudo isso, produtores investem cada vez mais no varietal. E destinam o catuaí para o mercado de cafés de qualidade premium e gourmet.

Daí o grão marcar presença nas melhores experiências de degustação, seja nas cafeterias, seja em casa!

Já provou?  Você pode conhecer mais sobre cafés de qualidade superior  no post sobre as melhores marcas de café do mercado brasileiro.

Boa leitura e até a próxima xícara!

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