O café está na feira!

Café na Feira

O movimento coffee lovers se espalha como rastilho de pólvora. Já falamos sobre chefs e restaurantes que já oferecem cafés especiais em seus estabelecimentos; seja na carta de bebidas ou como ingredientes de receitas ricas em personalidade. Agora, contamos que também nas feiras de gastronomia, que crescem e aparecem nas cidades, é possível encontrar safras especiais. E até mesmo produtores e baristas apresentando o produto ao vivo e em cores. Seu papel é oferecer a experiência de xícara para todos que passam por ali.

Eduardo Maya

A novidade revela a força da terceira onda do café, movimento que não para de crescer no mundo e no Brasil. Isso

 

comprova que o grão é produzido de forma cada vez mais especial. Com isso, vem ganhando ainda mais expressão e potencial de agradar a todos os paladares.

Em BH, o projeto Aproxima, idealizado pelo chef e pesquisador Eduardo Maya, é um dos pioneiros a apresentar ao público toda a versatilidade dos cafés especiais. Na curadoria das centenas de produtos expostos a cada edição, o café sempre está presente, revela. “Os produtos expostos e vendidos na Feirinha Aproxima são enviados para o Centro Culinário Eduardo Maya para nossa avaliação. Já fiz alguns cursos de degustação de café, sou consumidor diário de cafés de qualidade e, a partir do ano que vem, terei o meu primeiro café, plantado há dois anos (virei produtor também). Já entrei na onda, mas sempre que surge alguma dúvida sobre quaisquer produtos que provamos, procuro especialistas para uma segunda opinião”.

Procuramos dar oportunidade para o maior número de produtores, em todo o Estado. Avaliamos a qualidade do produto, o envolvimento do proprietário com o negócio – ele tem que estar à frente -, e o potencial da produção.”

Eduardo Maya, chef, pesquisador e produtor de café

Feirinha Aproxima

Acesso

Maya celebra o café especial e outras pérolas da gastronomia de raiz, de preparo artesanal, iniciativas de pequenos produtores. Há queijos, geleias, embutidos, mel, cervejas e mais uma infinidade de itens. A rotatividade, conta, objetiva apresentar os produtos e movimentar o ciclo virtuoso da economia criativa, valorizando toda a cadeia da culinária, mesmo os bem pequeninos que são apresentados ao público dos grandes centros.

O café, conta, merece distinção especial pois experimenta um momento de crescimento e reconhecimento: há cada vez mais pessoas voltando as atenções para a bebida de qualidade. “Há cerca de 15 anos vi as primeiras iniciativas da terceira onda do café aqui no Brasil, principalmente com o Suplicy, em São Paulo. Nessa época, eles tinham já uma torradeira dentro da loja no bairro Jardins. Aqui em BH, o movimento vem tornando-se mais forte a partir de 2011”, contextualiza.

Origens

O pesquisador fala mais sobre as origens do movimento e revela que acompanhou tudo de pertinho. “Em Minas, o

Academia do Café

principal responsável pelo embrião do movimento foi o Bruno Souza, da Academia do Café. Em São Paulo, destacaria o Suplicy, do Café Suplicy, e a Isabela Raposeiras, do Coffee Lab”.

Hoje, continua ele, a onda se espalhou e inspira a produção de cafés que passam por diversos processos. Todos eles foram extremamente importantes para se obter um produto de qualidade. “Tudo interfere na excelência do produto: campo, colheita, secagem, torra, extração…”.

À mesa, o especialista afirma que o café também faz sucesso. “Um chef moderno, com um olhar para o futuro, sabe da importância de um bom café no seu estabelecimento”, frisa. Ele lembra que o produto pode estar presente em todas as etapas de uma boa refeição.

“Certa vez, fiz um jantar para uma empresa de café, no qual usei o produto na entrada, no primeiro prato, no prato principal e na sobremesa”.

E como é de praxe, reforça ele, “normalmente é com o café que fechamos uma refeição. Se não for bom, se não tiver história para contar, aquela nunca será uma experiência completa”, setencia.

Futuro

Com o passaporte carimbado de viagens em que volta com bagagem recheada de referências gastronômicas, Maya afirma que o futuro aponta para uma busca cada mais intensa pela excelência do café especial. “Recentemente estive na Dinamarca e, em uma cafeteria, percebi algo que me deixou extremamente contente: na lista de cafés do dia, com cerca de seis origens, duas eram brasileiras e apenas uma colombiana. Isso era impensável há muito pouco tempo atrás. A tendência é focar em qualidade, qualidade e qualidade”.

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