Como usar a cafeteira italiana e dicas para fazer um bom café

Quanto você gosta de café?Apaixonado(a) ()Gosto Muito ()Curto um pouco () Não tem jeito: quanto mais se gosta de cafés especiais, mais aumenta a vontade de descobrir novos sabores, aromas e métodos de extração. E foi com esse pensamento que, em 1933, Alfonso Bialetti desenvolveu a cafeteira italiana (ou Moka, como também é conhecida). Se você quer preparar seu café a essa moda charmosa e prática, continue com a gente para saber como usar a cafeteira italiana! O que é e como surgiu a cafeteira italiana? A elegante cafeteira italiana foi originalmente batizada como Moka, pois Bialetti se inspirou no nome da cidade de Moca (Iémen), de onde vinham ótimos cafés. O design representa a silhueta das mulheres da época e até hoje a Moka está presente em cerca de 90% das casas italianas. Só em 2018, 72 mil exemplares foram vendidos no Brasil. A ideia de seu funcionamento surgiu enquanto Alfonso observava mulheres lavando roupas em um tanque no qual água quente e sabão chegavam às roupas por meio de um tubo central. Assim, a água em ebulição fazia pressão e subia até os tanques. Já consegue identificar a semelhança desse sistema com a cafeteira italiana? Não? Então vamos explicar! A Moka é um dos únicos métodos de extração do café que funciona por pressão da água e que proporciona uma bebida com leve amargor e pouca acidez. Há várias outras maneiras de se fazer um excelente café, como os métodos por infusão e os cafés coados. Mas a cafeteira italiana, sem dúvida, vale a pena ser experimentada! Como a Moka funciona? A cafeteira italiana possui dois compartimentos principais. A parte de baixo comporta a água e fica em contato direto com o fogo. Enquanto isso, a parte de cima tem o formato octagonal parecido com o de uma forma de pudim, furada no meio. É para lá que vai o café pronto. A bebida chega ao compartimento de cima por meio de um pequeno tubo central com dois orifícios em cima; é por onde o café passa por efeito da pressão que a água quente exerce. Afinal, quando a água esquenta, o vapor começa a evaporar e é conduzido a passar pelo café. Entre os dois compartimentos citados, o pó é colocado em uma peça de metal cheia de furinhos, para que a água passe pelo café enquanto estiver subindo. Dentro do compartimento de cima também há uma placa de metal com pequenos orifícios, para que a água suba em direção à superfície sem levar o pó do café junto, resultando em uma bebida pura e consistente. Em casa, um espresso como na cafeteria. Esse era o slogan da Moka criada por Alfonso Bialetti, que continua válido até hoje. A cafeteira italiana não é a mesma coisa que uma máquina de espresso, mas também é um método de extração por pressão. Falamos um pouco mais sobre esse tipo de extração, a AeroPress e o Sifão aqui no nosso blog 🙂 Quando devidamente preparado, o café lembra o sabor de um espresso, bebida forte e encorpada. Esse método ressalta o amargor do café, enquanto a acidez se destaca menos. Como preparar o café na cafeteira italiana? Colocando em prática, agora é o momento de testar a Moka! Adicione água no compartimento debaixo da Cafeteira até a altura da válvula de segurança. Acrescente o pó no compartimento metálico que se encaixa dentro da base. Não é necessário pressioná-lo, e é importante usar granulometria média, ou seja, uma moagem mais “grossa”. Caso contrário, a água terá dificuldade de passar. Enrosque a parte de cima girando no sentido horário e respingue um pouco de água gelada dentro da parte de cima. Isso fará com que a bebida não “queime” ao tocar as paredes de alumínio. Assim que perceber o café pronto passando para o compartimento de cima, feche a tampa e apague a chama, para que a água não continue a ferver e deixe o café com um sabor amargo demais. Quando todo o café já estiver em cima, é só servir! A Moka não é térmica, então para que o café não fique frio, beba na hora 🙂 Dicas muito importantes durante o preparo Para o uso da cafeteira italiana, é fundamental colocar água e pó nas medidas certas. Caso se coloque menos água do que o nível indicado (à altura da válvula), não será feita a pressão ideal para a água subir. Para usar a quantidade ideal de pó, recomenda-se a proporção 1:16 (1g de pó para 16 ml de água). Então, se a Cafeteria faz 200 ml, calcule 200÷16 = 12,5 g. A quantidade de pó deve ser suficiente para encher o compartimento, mas não precisa fazer pressão para compactar. Há vários tamanhos de Moka, mas é importante lembrar que a cafeteira italiana segue as medidas de um Espresso Italiano. Então, 1 xícara da Moka corresponde a 50 ml; Se a sua fizer quatro xícaras, aí são 200 ml. Um erro comum é deixar a chama do fogão acesa até que todo o café esteja na parte de cima. Afinal, esse procedimento fará com que a água fervente queime o pó e a bebida fique amarga. Então fique por perto e, quando a água começar a subir, espere cerca de 10 segundos e apague o fogo. Há um ponto muito importante para o café ideal: a granulometria. A moagem dos grãos para a Moka não pode ser fina demais, senão o pó pode obstruir a passagem da água e ainda ficará aquele restinho no fundo da xícara. Se for moído “grosso” demais, a bebida ficará fraca. Assim, a moagem indicada é a mesma da Prensa Francesa. Se desejar, acrescente açúcar à água, mas tome cuidado para que não grude no fundo e queime. Depois é só limpar bem e com cuidado. Mas vale lembrar que o café especial costuma ter a doçura natural em seu sabor, dispensando a adição de açúcar. Finalmente, a melhor recomendação é esta: para não ter erro, use um café de qualidade! 🙂 Você pode aprender a escolher o café especial perfeito para você aqui no nosso blog. Afinal, não há coisa melhor do que fazer uma pausa para tomar aquele café delicioso, extraído com perfeição! 4 motivos sustentáveis para você adquirir uma Moka Além de produzir um delicioso café, parecido com o sabor de um espresso feito em casa, a Moka não é só tradicional e charmosa, é também mais sustentável! Esse método não usa filtros de papel ou pano, o que evita a produção de mais resíduos. Não tem a necessidade de energia elétrica para funcionar. O design é quase todo feito de alumínio, material altamente reciclável. É um produto simples, assim como sua cadeia produtiva. O fato de não ter componentes de vidro também diminui o excesso de embalagens no transporte. A cafeteira italiana, se bem cuidada, pode durar uma vida inteira. A única manutenção recomendada é trocar o anel de borracha que fica em volta do filtro de metal uma vez a cada seis meses ou um ano, dependendo da frequência com que se usa. O desgaste natural do anel de borracha pode atrapalhar a passagem da água do  jeito ideal. Você pode comprar a peça separadamente por cerca de R$16,00. Curiosidades sobre a Moka: Nos primeiros cinco anos em que a empresa Bialetti começou a fabricar a Moka, foram vendidos cerca de 70 mil unidades. A questão é que a cafeteira italiana era sim prática e fácil de usar, mas também era uma questão de estilo. O produto se tornou um símbolo de qualidade, destacando a Itália em inovação tecnológica e como pioneira no mercado do café. Tinha tudo a ver com o contexto de mudanças sociais que estava se transcorrendo durante a década de 30 na Europa. A original Moka Express era um exemplo ideal de design simples e luxuoso, que pouco mudou desde então. Tão importante foi para a época que o Museu de Arte Moderna de Nova York mantém exemplares em seu acervo! A logotipo original da Bialetti representa o próprio Alfonso, engenheiro criador da Moka. A empresa alavancou mesmo após a Segunda Guerra; foi quando o filho de Alfonso, Renato Bialetti, assumiu a parte comercial e investiu bastante em Marketing. As Cafeteiras Italianas Bialetti se espalharam pela Europa e pelo mundo; em cerca de 80 anos de tradição, mais de 300 milhões de Cafeteiras Italianas foram vendidas! Há inúmeras variações de cor, tamanho e marca das Cafeteiras Italianas. É possível adquirir uma Moka diretamente no site da Bialetti Brasil ou comprar de outras fabricantes, seja na internet ou em lojas de utensílios domésticos. Os preços também variam muito, de R$30,00 a mais de R$200,00 dependendo do modelo. Enfim, a cafeteira italiana é de fato incrível e cheia de história, não é?